quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Análises de personagens #4 – Simba



                                                             Fonte: imagens.fanpop.com


Dessa vez não é um personagem da cultura nerd(embora ainda vai ter muito cavaleiro de ouro por aqui, promessa). Dessa vez vou analisar o protagonista de um dos filmes que eu mais gosto (mesmo depois de adulto e mesmo eu normalmente odiando protagonistas).
Não vou perder meu tempo aqui descrevendo a história dele, vocês já sabem: leão filhote filho de um rei, que perdeu o pai achando que ele tinha sido culpado pela debandada de gnus, que cresceu comendo só insetos na companhia de um suricate egoísta e de um facochero fedorento e que, com a ajuda de um babuíno macumbeiro e de sua amiga de infância, descobre que é seu dever tirar seu tio malvado do poder. Uma boa pitada de Sheakspeare aqui, caso você conheça Hamlet além da clássica frase “ser ou não ser”.
                Simba é um protagonista que faz bem o estilo da Disney: com problemas de infância, órfão por algum lado, que sofre horrores nas mãos de alguém. Enfim, nada demais para Disney. Mas a personalidade do Simba não é de se jogar fora.
                Inseguro, imaturo, irresponsável. Parece que eu estou citando um dos típicos protagonistas de anime que vivem botando os outros em perigo por fazerem merda de propósito. Mas aqui o imaturo é: fazer merda porque acha que o papai vai estar sempre ali (que nem muito playboy filho de pai importante) . O inseguro não é em relação ao amor ou coisa do gênero, ele tem medo de encarar o passado no qual ele foi erroneamente considerado culpado. E o irresponsável é por querer passar a vida inteira com seus amigos de criação ao invés de ir salvar seu povo. E esses defeitos tornam Simba um personagem incrivelmente único.  Estes defeitos fazem dele um personagem que, embora seja animal, tenha uma personalidade incrivelmente humana. Ao invés de termos um personagem normal que faz tudo certo temos um personagem perito em fazer besteira, mas que tem seus traumas, medos e inseguranças explorados e superados e um amadurecimento de uma maneira ÉPICA!
Mas não é só de maus momentos que ele vive. O personagem tem passagens incríveis durante toda a história. Destaque para duas cenas: quando ele “revê” seu pai (e estabelece essa ligação incrível de que ele é como um  “reflexo” de seu pai) e quando ele duela com Scar. O achei incrivelmente sarcástico quando ele repete as palavras do tio pedindo por clemência “Fuja, para bem longe” tal qual ele o fez quando Simba foi acusado de matar o pai.
 Só há uma coisa que Mufasa tem de melhor que o Simba: um dublador na versão brasileira. Cacete! O dublador é excelente!!!!! Mas.....quem precisa de dublador excelente(não estou menosprezando o Garcia Jr., caso ele vá ler isso) quando se protagoniza tal cena:

        

CONCLUSÃO: bem, não expliquei muito o porquê diabos eu achar que ele mereça ser analisado. Mas acho que a conclusão que deixo é: personagens com defeitos bem explorados são ótimos!

sábado, 8 de setembro de 2012

Momentos "Eu sou o bonzão" nos animes #1

   Animes são peritos em colocar personagens pra bancar os fodões. Algumas vezes chega a irritar, como nas 123981634861381 vezes que o Alucard é morto e revive. Mas tem aqueles momentos que um personagem dá aquela reviravolta e simplesmente vira a mesa e derruba todas as cartas de truco no chão. Por isso, vou fazer uma listagem de algumas cenas que realmente fazia as crianças quererem ser aquele personagem no recreio".

Patamon minicoelhinho fofinho sem ataque digivolve para.........Anjo fodão

 A primeira saga de Digimon era realmente surpreendente. Apesar da trama bem estranha, tinha um clima bem apreensivo e personagens bem construidos. A batalha final que rola com o Capeta Chefe da Ilha, ou seja, Devimon, é bem empolgante, principalmente porque Patamon não conseguia fazer nada contra ele comparado aos outros digimons que tinham quase dez vezes seu tamanho.
Mas, por força de roteiro, o coelhinho se transforma na criatura mais massa do anime todo! E ele é tão massa que não dá o ar da graça de virar um trunfo frequente, por isso morre e só reaparece umas duas vezes no resto do anime.

Ikki tenta matar Shun



Ikki é um personagem famoso por fazer peripércias dignas dum cavaleiro de diamante(se é que essa classe já tenha surgido). Peitou dois cavaleiros de ouro(embora tenha sido subjugado por um e morto por outro) uma pá de inimigos aleatórios e alguns deuses. Mas é nessa cena que você vê do que o cara realmente é capaz.
Ao ver seu irmão Shun sendo possuído pelo maior inimigo de Athena, Ikki não vem com frescura, vai direto ao ponto: avisa ao irmão que entendeu todo o plano e parte com um soco no seu peito. Não que ele tenha feito isso por odiar o irmão, e sim porque ele sabia que era o que tinha que ser feito.
Não menosprezo a atitude do cavaleiro rosa na cena, afinal, tem que ter muito estilo pra se deixar ser possuído por um coisa ruim só pra deixar que o matem.

Roy Mustang faz churrasco da Lust



  Acho que já deu pra notar que eu curto MUITO personagens que usam o fogo como elemento principal, né? Então, aqui vai uma luta bem legal nesse assunto. Depois de apanhar feito um sadomasoquista, Mustang aparece no maior estilo "apanhei e voltei porque fica mais estiloso pro roteiro" pra humilhar Lust de uma maneira épica.
  Não bastasse isso, ele ainda saca uma frase no maior estilo Top Gang 2: "Eu vou te matar até que você morra".

PS: só achei essa cena meio nojenta. De boa. 

sábado, 1 de setembro de 2012

Análises de personagens #3 - Chichi



Desta vez vou analisar um personagem de Dragon Ball.
Mas não um personagem comum de se analisar como Goku, Vegeta, Trunks, Picollo, etc. Vou me reter ao personagem mais humano de todo o anime: Chichi!


Acredite ou não, ela bota ordem até no SSJ4

Podem me amaldiçoar, dizer que vão desejar minha morte ao Shen Long, fazer uma Genki Dama contra mim. Mas pra mim a Chichi é um dos personagens mais geniais de todo o anime. Claro, não vou menosprezar o carisma do Goku ou o estilo arrogante do Vegeta, mas meu foco aqui é analisar a complexidade + particularidades do personage, e a Chichi é um ótimo personagem pra ser analisado nesse quesito.
                Estou escrevendo sem grandes conhecimentos. Não vi Dragon Ball num ritmo bonitinho. Comecei na Saga Majin Boo(embora já tivesse visto uns episódios perdidos de outras sagas e de Dragon Ball clássico) depois assisti o clássico e só recentemente vi a saga Freeza no Dragon Ball Kai. Também não lembro muito da participação da Chichi em alguns momentos(especialmente no começo), mas vou falar delas assim mesmo.      
CARAMBA! Dois parágrafos inteiros só pra eu justificar minha análise.
Bem, vamos nos situar um pouco nas famílias de animes. Raramente elas existem, pois normalmente os personagens principais são órfãos que nem conheceram os pais ou que tiveram os mesmos mortos pelo vilão principal.
PS: às vezes até são uma cacetada de irmãos de um pai velhote rico e várias mães interesseiras. E quem leu o mangá de Cavaleiros do Zodíaco sabe que estou falando dos cavaleiros de bronze.
Quando existem famílias em animes elas raramente tem um pingo de realidade( eu sei que é ficção, mas um pouco de humanidade nos personagens não custa nada, né?). São pais que nunca se preocupam com o fato do filho sumir por meses a fio ou mães que aceitam numa boa o fato dos filhos e maridos se matarem em combates mortais e nem sabem onde eles estão.
Já a Chichi é completamente o oposto desse estriótipo de mãe de animes. Ela não é do tipo que fica “Ah, Gohan, você vai perder todo o sangue do corpo lutando contra um bando de pessoas estranhas só por um motivo qualquer? Tudo bem, só não esqueça de escovar os dentes”. NÃO! Ela é do tipo que manda o filho parar de lutar para salvar o mundo para cair de cabeça nos estudos, chegando até a brigar com ele por isso. E quando Gohan vira Super Saiyajin? Ela fica completamente desolada ao pensar que seu filho pintou o cabelo e virou um rebelde. Que nem a sua mãe ficou quando você colocou um boné de aba reta e começou a falar que era “v1d4 l0k4”(ela estava com razão). O fato de Goku não fazer p&rr@ nenhuma além de lutar a deixa mais irritada, chegando até a ter crises se comparando às outras esposas cujos maridos têm empregos e carros, assim como sua mãe provavelmente faz com o seu pai quando reclama que ele só vai jogar futebol ao invés de leva-la para sair. 

"Como assim, Cell? E o nosso aniversário de casamento?"

E Chichi não é nenhuma mulher submissa. Quem diria que ela é capaz de fazer algo que nem Freeza, nem Cell nem Boo conseguiram fazer: colocar medo no Goku. Mas nem por isso ela é uma bruxa medonha, pois fica claro no anime que ela ame seus filhos e marido, embora não seja retribuída totalmente porque sempre tem um vilão pra vir e fazê-los lutar.

Fonte: http://images5.fanpop.com
 "E da próxima vez, vá levar sua avó para Namekusei"


Conclusão: ela é ciumenta como uma mulher cujo carinho não é retribuído, ela é preocupada com o futuro de seus filhos como qualquer mãe, quer um marido com emprego. Uma personagem extremamente humana em um anime cheio de personagens com personalidade forçada. 

 Mas continua sendo uma merda jogar com ela no jogo de PS2